segunda-feira, 4 de julho de 2011

Seção: Social

Há dias atrás uma mulher e seu filho de 2 anos e 8 meses ficaram reféns de traficantes numa favela de Porto Alegre. O fato é triste, muito triste. O vício não tem distinção de nível econômico, intelectual... O vício é bem democrático até (pelo menos isto é democrático neste país).


Mas o que me chamou a atenção foi o depoimento do delegado responsável pelo caso: "Como pai, todo mundo fica comovido encontrando uma criança, no meio de uma favela, num dos lugares mais perigosos de Porto Alegre, de pé descalço, mal vestido no frio do Rio Grande do Sul."


Me chamou a atenção porque existem várias crianças vivem no meio de favelas, nos lugares mais perigosos que pode-se imaginar, e muitas delas andam de pés descalços, mal vestidas... Por que elas não geram tanta comoção? Porque não são brancas, nem filhas de sociólogias ou netas de professoras universitárias.


E não estou aqui para culpar o delegado. Só chamo a atenção para este caso, para esta fala, porque ela é prova de que sim, vivemos numa sociedade racista e cheia de preconceitos. Não estamos livres disto.

No dia em que fatos tristes ocorridos com um empresário ou com um gari, com uma criança de pele clara ou escura, gerarem igual comoção perante a sociedade, aí sim podemos ter esperança de um futuro melhor.

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