quinta-feira, 21 de julho de 2011

O BEM COMO FINALIDADE NÃO BASTA. É NECESSARIO TAMBÉM O BEM COMO MEIO

Ultimamente venho assistindo a vários documentários e filmes retratando questões sociais. Na verdade a maioria retrata, especificamente, a violência das favelas brasileiras, com maior foco nas cariocas. Mas há ainda os documentários da série “Zeitgeist”, retratando questões mais globais, além de uma entrevista com o João Sem Terra, militante do MST e o documentário “Ao Sul da Fronteira”, sobre os governos esquerdistas da América Latina.

E óbvio que ao deparar-me com os problemas retratados nestes filmes e documentários o sentimento que predomina é o de revolta. E muito desta revolta vem pela percepção de que quem tenta mudar o que é mal sofre. Quem tenta melhorar pena, perde, morre. Por que a realidade tem que ser assim? Já fui pessimista de carteirinha, mas mudei. Hoje acredito com todas as minhas forças no bem, na mudança do que está errado! Mas por mais que pense nisto, que deseje isto, não consigo ver este bem.... Tudo piora! Mas o pior de tudo é: quem tenta mudar pena! Quem tenta melhorar sofre. Perde. Morre. Pois isto além de punir quem não merece desestimula novos “melhoradores" do mundo. Por que?!

Mas percebo, no meu otimismo de tentar achar um erro nesta lógica, que o erro destes benfeitores sofredores está nos meios! No modo pelo qual querem atingir o bem. Os fins destas pessoas são corretos, mas os meios estão errados. Pois usam-se de mal para obter o bem! Compare o número de mortes entre policiais, que se usam de violência para acabar com a violência das favelas, e membros de projetos como o Afroreggae, que se usa da arte, da alegria para atingir o mesmo objetivo. E tente comparar, agora uma comparação mais subjetiva, qual dos dois consegue atingir seus objetivos com maior eficácia.
                                                         
E lembro das, que talvez sejam, as maiores figuras do século 20: Gandhi, Madre Teresa e Mandela. Ambas obtiveram sucesso na sua busca pelo bem. Por que eles obtiveram sucesso e tantos outros não? Porque eles usaram-se dos meios certos! Usaram-se do Amor e da Paz tão somente!

Claro que poderia citar vários exemplos de pessoas que tinham objetivos lindos e, mesmo usando-se dos meios certos, penaram. Chico Mendes e Martin Luther King são dois exemplos: mesmo usando-se dos meios corretos, acabaram assassinados. Isto pode acontecer sim, mas por que cogitar esta possibilidade? Por que?! Se pensar nisto só lhe tolherá as forças para vencer! Esqueça esta possibilidade! Ela não te trará nenhum benefício! É como pensar que um avião pode agora cair sobre tua cabeça. Sim, isto pode acontecer, mas pensar nisto não te fará bem nenhum, só fará de ti um paranóico! Me dê UM motivo para ser pessimista e serei. Me dê UM motivo para pensar que o mal prevalecerá e pensarei. Não existem motivos para pensar nestas possibilidades. Sigamos os exemplos de Gandhi, Mandela, Madre Teresa, Chico Mendes, Martin Luther King e esqueçamos que existe a possibilidade de perder. Objetivemos o bem, busquemos este objetivo através do bem e vençamos.

E aos que pensam que no final o mal sempre vence eu digo: o mal nunca vence! É que ainda não deu tempo do bem virar o jogo! Mas a hora está chegando! Tenho certeza!!!

E outra mensagem aos desesperançados que pensam que o mal reside no Ser Humano: lembre-se que este período caótico de guerras, desarmonia, competição, teve início com o princípio da “civilização”, na Mesopotâmia, há uns 8 mil anos. Mas o Homo sapiens existe há mais ou menos 200 mil anos. Ou seja, este período é só uma pequena fase na história da humanidade. E esta fase predatória vai acabar, mais cedo ou mais tarde.  

Objetive o bem, use os meios certos e tenha a certeza da vitória! Duvidar dela não trará nenhum bem.

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