segunda-feira, 25 de julho de 2011

Podemos criar estratégias para melhorar a educação.

Podemos criar estratégias para melhorar a saúde.

Podemos criar estratégias para diminuir a violência.

Podemos criar estratégias para diminuir os problemas ambientais.

Mas a estratégia para acabar com todos estes problemas já está criada: Projeto Vênus.
E só depende de NÓS colocá-la em prática.

Conheça o Projeto Vênus através do Movimento Zeitgeist.

Combate ao tráfico

Com objetivo de acabar com o tráfico, há 40 anos o Mundo declarou Guerra às Drogas. Deu certo? Não. O problema só aumentou. O que antes era um problema só de Saúde, hoje é de Saúde e de Segurança. Infelizmente precisamos esperar 40 anos para notar que esta estratégia é um erro. Na realidade apenas alguns notaram, outros continuam pensando que esta guerra só não deu certo porque não foi intensa o bastante e segundo estes, portanto, deve-se intensificá-la.

Acredito que deve-se acabar com a Guerra às Drogas, mas acredito que só isto não basta, é necessário, também, legalizá-las. Há anos ouço falar da legalização da maconha, mas só há pouco tempo ouvi falar da legalização de todas as drogas. Num primeiro momento é difícil gostar da idéia de tornar legal “monstros” como cocaína, heroína, crack ou óxi. Mas analisemos a situação. Primeiro que o fato de ser ilegal pouco dificulta a aquisição de drogas por parte do usuário, quem quer comprar compra. E agora listemos os problemas causados pela existência do tráfico de drogas:
                - morte de inocentes, traficantes e policiais quando da invasão da Polícia nas áreas dominadas pelo tráfico;

                - morte dos “X-9”, aqueles que deduram os traficantes;
                - morte de traficantes na guerra entre facções por território;

                - introdução de armas de fogo em regiões onde antes estas não existiam.

                - a venda das drogas;
Observe bem quantos destes problemas continuariam existindo se a Guerra às Drogas terminasse hoje. Dos problemas listados, as mortes de inocentes, traficantes, policiais e “X-9” deixariam de existir com o fim da invasão das favelas por parte da Polícia. Continuariam existindo a venda de drogas, a morte de traficantes devido a guerra existente entre as facções criminosas e a introdução de armas de fogo em regiões onde estas não existiam.

Mas agora observe que, ao legalizar as drogas, dois destes problemas deixariam de existir e um continuaria existindo mas diminuiria em intensidade. O tráfico terminaria, e com ele acabariam as guerras entre traficantes e a introdução de armas em comunidades onde antes estas não existiam. E a venda de drogas deixaria de ser um problema tão grande na medida em que a venda das drogas seria controlada e poderiam ser adotadas estratégias de tratamento para viciados com o uso das próprias drogas (o que hoje é impossível visto que são tratamentos ilegais). Entre estas estratégias estariam, por exemplo, a diminuição progressiva no “peso” da droga usada pelo viciado (o viciado em crack passa a usar cocaína, depois maconha, por exemplo), o que tornaria o processo menos brusco e mais eficaz; usar maconha para amenizar crises de abstinência de outras drogas mais pesadas; centros de utilização controlada de drogas. No Canadá existem centros assim, o viciado utiliza a droga em um ambiente protegido, com médicos, utilizando, se forem drogas injetáveis, seringas limpas (diminuindo a incidência de doenças transmissíveis por seringas compartilhadas, como a AIDS) e, de quebra, estão a disposição, nestes centros, profissionais destinados a tratar o vício. Quando o viciado quiser, ele procura estes profissionais. Com a legalização das drogas poderia se começar a usar a maior arma de combate ao vício: as próprias drogas.

E por que o Estado então não legaliza de uma vez as drogas se são tantas as vantagens?

Primeiro: as guerras entre traficantes e Polícia e ente as próprias facções criminosas, e isto é confirmado por uma autoridade policial no documentário “Uma Guerra Particular”, serve como forma de repressão preventiva, por assim dizer, da população das favelas, formada por pessoas que anseiam por condições melhores de vida, que desejam sentir a presença do Estado não só através da Polícia. Ou seja: a guerra contra o tráfico mantém o favelado preso na favela, sem que incomode a gente “do asfalto”.

Segundo: só na cidade do Rio de Janeiro mais de cem mil pessoas tem seu ganha pão no tráfico de drogas. Com o fim do tráfico o que se faz com tanta gente desempregada que só se soma à já grande parcela sem emprego da sociedade? Seria um problema bem grande para o Estado. (aliás: um operário do tráfico, além de correr, constantemente o risco de ser morto, recebe um salário pequeníssimo e tem carga-horária, algumas vezes, de 18h diárias. É impossível não achar que só está nesta profissão por falta de opção. Mais um motivo para se dar a culpa pela existência do tráfico ao Estado.) A situação só piora ao considerar-se o fato de que seriam milhares de desempregados que sabem manusear armas, muitos deles ainda teriam as armas que usavam quando eram traficantes e com o instinto violento que os garantia vivos no seu antigo “emprego”. Seria uma quantidade enorme de desempregados e potencialmente violentos.

Terceiro: com o fim do tráfico não haveria mais desculpas para o Estado não entrar nas favelas e agir lá para melhorar a vida destas comunidades.
Quarto: numa estrutura mais “macro” poderia colocar como problema ainda, o fato de ser de grande interesse das máfias multinacionais, a produção de armas e munições.

Poderia se dizer, para resumir, que tratar a droga como algo satânico e que merece a guerra como solução é muito mais simples do que tratar a droga de forma consciente. E esta satanização das drogas, aliás, é bem identificada nas campanhas publicitárias que simplificam uma questão tão complexa em frases como “Diga não às drogas”, “Crack nem pensar”. A mídia não estimula a discussão sobre o tema, que tornaria a população muito mais consciente dos riscos causados pelas drogas. Comparando: deveria se tratar este problema como um trauma psicológico, que só é curado quando trazido do inconsciente para o consciente; o problema “drogas” ainda está no “inconsciente” da sociedade e a mídia, má terapeuta que é, não faz nada para tirá-lo de lá.   

É, portanto, interessante observar o quanto mais cômodo é, para o Estado, a existência do tráfico de drogas. O quanto este, que é um dos maiores problemas da nossa Sociedade, serve para o Sistema. E é nosso dever exigir que os políticos saiam da sua zona de conforto!

sábado, 23 de julho de 2011

Esqueça os preconceitos. Lembre-se que para a verdade existir ela não precisa que alguém acredite nela, já para a mentira existir ela precisa que alguém nela acredite. O Sol nascerá amanhã, você acreditando ou não. Portanto duvide de tudo que escrevo. Mas não se esqueça de duvidar também de todas as suas crenças. Desacredite de tudo que no final a verdade simplesmente nascerá.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O BEM COMO FINALIDADE NÃO BASTA. É NECESSARIO TAMBÉM O BEM COMO MEIO

Ultimamente venho assistindo a vários documentários e filmes retratando questões sociais. Na verdade a maioria retrata, especificamente, a violência das favelas brasileiras, com maior foco nas cariocas. Mas há ainda os documentários da série “Zeitgeist”, retratando questões mais globais, além de uma entrevista com o João Sem Terra, militante do MST e o documentário “Ao Sul da Fronteira”, sobre os governos esquerdistas da América Latina.

E óbvio que ao deparar-me com os problemas retratados nestes filmes e documentários o sentimento que predomina é o de revolta. E muito desta revolta vem pela percepção de que quem tenta mudar o que é mal sofre. Quem tenta melhorar pena, perde, morre. Por que a realidade tem que ser assim? Já fui pessimista de carteirinha, mas mudei. Hoje acredito com todas as minhas forças no bem, na mudança do que está errado! Mas por mais que pense nisto, que deseje isto, não consigo ver este bem.... Tudo piora! Mas o pior de tudo é: quem tenta mudar pena! Quem tenta melhorar sofre. Perde. Morre. Pois isto além de punir quem não merece desestimula novos “melhoradores" do mundo. Por que?!

Mas percebo, no meu otimismo de tentar achar um erro nesta lógica, que o erro destes benfeitores sofredores está nos meios! No modo pelo qual querem atingir o bem. Os fins destas pessoas são corretos, mas os meios estão errados. Pois usam-se de mal para obter o bem! Compare o número de mortes entre policiais, que se usam de violência para acabar com a violência das favelas, e membros de projetos como o Afroreggae, que se usa da arte, da alegria para atingir o mesmo objetivo. E tente comparar, agora uma comparação mais subjetiva, qual dos dois consegue atingir seus objetivos com maior eficácia.
                                                         
E lembro das, que talvez sejam, as maiores figuras do século 20: Gandhi, Madre Teresa e Mandela. Ambas obtiveram sucesso na sua busca pelo bem. Por que eles obtiveram sucesso e tantos outros não? Porque eles usaram-se dos meios certos! Usaram-se do Amor e da Paz tão somente!

Claro que poderia citar vários exemplos de pessoas que tinham objetivos lindos e, mesmo usando-se dos meios certos, penaram. Chico Mendes e Martin Luther King são dois exemplos: mesmo usando-se dos meios corretos, acabaram assassinados. Isto pode acontecer sim, mas por que cogitar esta possibilidade? Por que?! Se pensar nisto só lhe tolherá as forças para vencer! Esqueça esta possibilidade! Ela não te trará nenhum benefício! É como pensar que um avião pode agora cair sobre tua cabeça. Sim, isto pode acontecer, mas pensar nisto não te fará bem nenhum, só fará de ti um paranóico! Me dê UM motivo para ser pessimista e serei. Me dê UM motivo para pensar que o mal prevalecerá e pensarei. Não existem motivos para pensar nestas possibilidades. Sigamos os exemplos de Gandhi, Mandela, Madre Teresa, Chico Mendes, Martin Luther King e esqueçamos que existe a possibilidade de perder. Objetivemos o bem, busquemos este objetivo através do bem e vençamos.

E aos que pensam que no final o mal sempre vence eu digo: o mal nunca vence! É que ainda não deu tempo do bem virar o jogo! Mas a hora está chegando! Tenho certeza!!!

E outra mensagem aos desesperançados que pensam que o mal reside no Ser Humano: lembre-se que este período caótico de guerras, desarmonia, competição, teve início com o princípio da “civilização”, na Mesopotâmia, há uns 8 mil anos. Mas o Homo sapiens existe há mais ou menos 200 mil anos. Ou seja, este período é só uma pequena fase na história da humanidade. E esta fase predatória vai acabar, mais cedo ou mais tarde.  

Objetive o bem, use os meios certos e tenha a certeza da vitória! Duvidar dela não trará nenhum bem.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Seção: Social

Há dias atrás uma mulher e seu filho de 2 anos e 8 meses ficaram reféns de traficantes numa favela de Porto Alegre. O fato é triste, muito triste. O vício não tem distinção de nível econômico, intelectual... O vício é bem democrático até (pelo menos isto é democrático neste país).


Mas o que me chamou a atenção foi o depoimento do delegado responsável pelo caso: "Como pai, todo mundo fica comovido encontrando uma criança, no meio de uma favela, num dos lugares mais perigosos de Porto Alegre, de pé descalço, mal vestido no frio do Rio Grande do Sul."


Me chamou a atenção porque existem várias crianças vivem no meio de favelas, nos lugares mais perigosos que pode-se imaginar, e muitas delas andam de pés descalços, mal vestidas... Por que elas não geram tanta comoção? Porque não são brancas, nem filhas de sociólogias ou netas de professoras universitárias.


E não estou aqui para culpar o delegado. Só chamo a atenção para este caso, para esta fala, porque ela é prova de que sim, vivemos numa sociedade racista e cheia de preconceitos. Não estamos livres disto.

No dia em que fatos tristes ocorridos com um empresário ou com um gari, com uma criança de pele clara ou escura, gerarem igual comoção perante a sociedade, aí sim podemos ter esperança de um futuro melhor.